“A cloroquina se prestou muito ao discurso político”, diz Mandetta.
Em conflito aberto com o presidente da República, Jair Bolsonaro, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, manteve, nesta quinta-feira (16), as críticas ao uso do medicamento hidroxicloroquina no combate a todos os casos de Covid-19.
Apesar de já ter apresentado alguns resultados promissores para o tratamento da infecção pelo coronavírus, a hidroxicloroquina ainda segue sem eficácia científica comprovada. Este é um dos principais pontos de divergência entre Mandetta e Bolsonaro.
Em live com especialistas, horas atrás, Mandetta voltou a alertar sobre o uso sem orientação médica da cloroquina, e afirmou que, sem uma população educada para filtrar informações, “a [propagação de] fake news vai só piorar”:
“A cloroquina se prestou muito ao discurso político. […] O jogo de manipulação tem que voltar sempre para o princípio, para a filosofia. A medicina é um ramo da filosofia. Ela não é uma ciência das exatas, ela é arte, nós somos uma arte, nós não somos uma ciência.”
O ministro da Saúde voltou a dizer que o novo coronavírus “se impõe”:
“Quem fica olhando este vírus individualmente vai errar. [O vírus] tem que ser olhado como um vírus que ataca a educação, o sistema de cultura, ataca o esporte, arrebenta com isso, com aquilo. Ele se impõe.”
Nesta quarta-feira (15), em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, Mandetta destacou que a hidroxicloroquina tem como efeito colateral mudanças nos batimentos cardíacos:
“Se a gente tem um remédio que pode causar uma batida diferente do coração e [pode] levar a pessoa ao CTI [Centro de Tratamento Intensivo], se déssemos para todo mundo, será que aumentaria o número de pessoas com arritmia indo para o CTI?”
RENOVA Mídia

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